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Glossário

Category: menu-startup Last Updated: sexta, 06 outubro 2017 16:47

Glossário

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 

 

A (voltar ao topo)

AÇÃO

Fração da propriedade ou do capital social de uma empresa, representada sob a forma de um título de capital.

ACELERADORA DE EMPRESAS OU STARTUPS

Uma aceleradora de start-ups é uma estrutura que apoia o desenvolvimento destas empresas. Têm programas de aceleração, muitas vezes com uma duração de cerca de três meses, caracterizados por uma formação intensiva a vários níveis. Há várias aceleradoras de start-ups em território nacional. Geralmente, a aceleradora torna-se sócia minoritária da startup e ajuda o negócio a ganhar forma e consolidar-se. Apoia normalmente empresas no ‘early-stage’, ou seja, quando aquelas se preparam para levantar financiamento de capital de risco. Os programas de aceleração são normalmente mais prolongados que os de incubação (explicada abaixo).

ANGEL-INVESTOR

Ou business angel, como muitas vezes é usado também em Portugal. Trata-se de pessoas que investem na fase inicial de uma start-up. Muitas vezes, em troca, ficam com uma percentagem sobre o capital da start-up. Um artigo de 2015 da Forbes sobre o que os empreendedores devem saber sobre estes investidores refere que, tipicamente, os business angels investem entre 25 mil e 100 mil dólares. Para isso, estes investidores têm em atenção algumas coisas, segundo a mesma fonte, como: a paixão, o compromisso, a qualidade e integridade dos fundadores da start-up; a oportunidade de mercado para a solução/projecto; o plano de negócios; a propriedade intelectual ou interesse da tecnologia e uma valorização adequada do projecto.

APORTE

Aporte é outra denominação para o investimento ou aplicação feito na empresa. Significa subsídio ou contribuição financeira utilizada e é um termo muito usado no meio empresarial. Comumente escuta-se a afirmação: “aquela empresa recebeu um aporte milionário”.

 ATIVO CIRCULANTE

Ativos que não têm caráter duradouro ou permanente numa empresa. São ativos de prazo mais curto e de maior liquidez, tais como os depósitos à ordem, os débitos sobre terceiros e as existências.

 

B (voltar ao topo)

B2B (BUSINESS TO BUSINESS)

Este termo refere-se ao ato de uma empresa vender produtos ou serviços para outros negócios ou organizações. Ele vem do inglês e o seu significado literal quer dizer “de negócio para negócio (Business to Business – B2B)”. Uma companhia que vende softwares, como a IBM, por exemplo, foca a força de vendas em fechar contratos com outros negócios. Portanto, o modelo de vendas da IBM é baseado no B2B.

B2C (BUSINESS TO CONSUMER)

Uma empresa que tem foco no cliente final é conhecida como “Business to Consumer” ou B2C.

BALANÇO

Documento contabilístico que espelha a posição financeira de uma empresa num determinado momento, listando os bens e os direitos (o ativo), e as obrigações da empresa perante terceiros (o passivo).

BENCHMARKING

Processo contínuo de avaliação e comparação do nível de desempenho das melhores empresas do mercado, com o objetivo de obter melhorias de desempenho. Este tipo de análise utiliza a concorrência como termo comparativo, podendo também utilizar empresas ligadas a outros setores de atividade.

BIOECONOMIA

Promove o uso mais eficiente dos recursos naturais mediante a evolução cientifica-tecnológica do ciclo produtivo. Contribui ativamente para o crescimento ecológico e sustentável.

BOOTSTRAP

É um processo no qual o próprio empreendedor financia o projeto criado por ele, sem a adição de capital externo. A única entrada sem ser a do próprio empreendedor é a dos primeiros clientes. Ou seja, Bootstrap significa desenvolver uma startup utilizando apenas recursos próprios, sem recorrer a investidores externos.

BREAK-EVEN POINT

É quando um negócio alcança o ponto de equilíbrio. Ou seja, quando os custos de um negócio são iguais a sua receita. Chegar ao break even significa que a partir daí deixa-se de perder dinheiro e passa a ganhar e/ou equilibrar o capital investido. Nesse ponto não há ganho nem perdas.

BURN RATE

É um sinônimo de fluxo de caixa negativo. É uma conta que apresenta a velocidade que uma empresa “queima” seus recursos financeiros. Esse indicador representa a velocidade em que a conta bancária dos empreendedores diminui. Segundo o portal Dinheirama, existem dois tipos de Burn Rate: o bruto, que é o gasto total da empresa no mês; e o líquido – mais usado – que é o valor perdido no período. Suponhamos que um negócio tinha 1 000 000 € em caixa no dia 1º de janeiro e que, após cinco meses, em 1º de junho, havia apenas 500 000 € sobrando na conta bancária. O Burn Rate, portanto, é de (1 000 000 € – 500 000 €)/5, ou de 100 000 € por mês.

BUSINESS ANGEL

Ver ANGEL-INVESTOR

BUSINESS MODEL CANVAS

Geralmente utilizado na fase mais básica do planejamento de negócio. Serve para definir o modelo de negócio a ser seguido durante todo o projeto. O ‘business model” apresenta as técnicas de interação que a startup irá utilizar para se comunicar com os principais parceiros, principais atividades, recursos-chave, valor proposição, relacionamento com clientes, canais de mercado, segmentos de clientes, estrutura de custos e receitas.

BUSINESS PLAN

É basicamente o plano de negócio da empresa. É nesse plano que será delimitado o modelo de negócio da empresa. Esse documento deve conter também dados da empresa e de seus integrantes, como: a descrição do produto/serviço que a empresa oferece, a análises de mercado feita pela empresa, sua estratégias de vendas, marketing e etc. O business plan também pode ser usado para apresentar sua empresa para os investidores.

BUY BACK

É quando uma empresa é recomprada pelo fundador. Um exemplo clássico de “buy back” foi quando Flávio Augusto, fundador do meuSucesso.com, recomprou a Wise Up do Grupo Somos Educação – o mesmo que em 2013, adquiriu a rede de escolas.

 

C (voltar ao topo)

CAP TABLE

A tabela de capitalização tende a mostrar a participação acionaria em uma empresa. Traduzindo de uma forma bem clara, o termo abreviado proveniente de capitalization table é uma simples tabela onde são descritos quem são os acionistas de uma empresa, detalhando qual é a participação real de cada um destes sócios no negócio. Contendo uma lista definitiva de quem tem o que dentro da empresa, a cap table é bastante utilizada por empresas do tipo startup que buscam se manter organizadas e saudáveis financeiramente, e também inclui o valor da participação de cada um dos acionistas da empresa, suas garantias, direitos e opções no negócio.

CAPITAL DE RISCO

Os fundos de capital de risco apoiam empresas de pequeno e médio porte já estabelecidas e com potencial de crescimento. Com duração média de cinco a sete anos, os recursos investidos financiam as primeiras expansões, levando o negócio a novos patamares no mercado.

CAPITAL SOCIAL

É o valor que os sócios ou acionistas estipulam no momento da abertura de uma empresa. É composto pela quantia bruta investida, ou seja, total necessário para um negócio começar as atividades, levando em conta o tempo em que ainda não vai gerar lucro suficiente para se sustentar.

CASH FLOW

Indicador financeiro que mede os fundos gerados por uma empresa ao longo de um determinado exercício. Distingue-se dos lucros pelo facto de incorporar também as provisões e amortizações.

CHIEF EXECUTIVE OFFICER (CEO)

O CEO, ou presidente executivo, é o principal responsável pelas atividades de uma empresa. Por norma, é o título também atribuído ao Presidente do Conselho de Administração.

CO-INVESTIMENTO

Significa organizar um grupo de investidores para, em conjunto, partilhar os benefícios e os riscos de investir em uma empresa ou carteira de negócios. Esse tipo de investimento é muito comum no ramo imobiliário, expandindo-se também para negócios em estágio inicial, como startups.

COWORKING

É um espaço ou local compartilhado por profissionais de áreas e negócios distintos, incentivando-se a troca de ideias e experiências entre os presentes e incentiva o desenvolvimento da dimensão social num ambiente mais informal.

CROWDFUNDING

Obtenção de capital através de financiamento coletivo, em que pequenas contribuições de um número grande de pessoas, a chamada “multidão”, financia uma empresa ou um produto, normalmente através da internet. Existem plataformas ‘online’ especializadas.

CROWDSOURCING

É um meio para conseguir serviços ou ajuda de forma colaborativa para a criação de serviços, conteúdos ou soluções, a solução de problemas, o desenvolvimento de novas tecnologias e a geração de fluxo de informação. Normalmente, as contribuições surgem de um grande grupo de pessoas, normalmente espalhadas pela internet.

 

D (voltar ao topo)

DEAL BREAKER

Fator ou problema que impede ou acaba com uma negociação em estágio avançado.

DEMO DAY

Ou dia da demonstração. Quando uma start-up está num programa de aceleração, o programa termina com o dia da demonstração. Nesta ocasião, os empreendedores podem mostrar o seu produto ou solução a uma plateia que pode ser composta por investidores.

DRAG ALONG

É uma cláusula que exige que os sócios minoritários vendam suas ações quando o sócio majoritário o faz. O objetivo é fazer com que o comprador adquira 100% da empresa.

DUE DILIGENCE

É a fase onde as startups e seus projetos são analisados pelas aceleradoras que determinarão se vale a pena o investimento. É um processo de investigação e auditoria das informações dqa empresa que é fundamental para confirmar os dados disponibilizados aos potenciais compradores ou investidores.

 

E (voltar ao topo)

EARLY STAGE

As empresas em ‘early stage’ (fase inicial) são as que têm até os três anos de existência.

EARLY STAGE FINANCING

Trata-se do financiamento da fase inicial do ciclo de vida de uma empresa, quando esta geralmente ainda não tem os clientes nem os produtos disponíveis.

EBITDA

A sigla deriva da expressão em inglês “earnings before interest taxes, depreciation and amortization”. Ou seja: é o lucro que uma empresa regista antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações. Traduz os lucros operacionais obtidos por uma empresa e permite ainda aferir a capacidade de uma empresa em gerar fluxos de caixa através do seu negócio.

ECONOMIA CIRCULAR

Modelo de desenvolvimento sustentável que permite devolver os materiais ao ciclo produtivo através da sua reutilização, recuperação e reciclagem. A economia circular gera impacto ambiental porque diminui o recurso às matérias-primas, gera impacto social, uma vez que permite melhorar e prolongar as relações com diferentes parceiros, e impacto económico por fomentar a redução de custos e a criação de emprego.

ECOSSISTEMA

Um ecossistema de empreendedorismo é composto por todos os actores que integram a comunidade empreendedora. Start-ups, mentores, investidores, investigadores e universidades são actores destas comunidades e contribuem para o crescimento do ecossistema.

ELEVATOR PITCH

Em português conhecido como “pitch de elevador” é o que gera a imagem inicial de uma empresa. Pitch significa o ato de vender ou apresentar um negócio ou uma ideia de forma que conquiste e gere interesse por parte do ouvinte. Já o “elevator pitch” refere-se ao fato de apresentar um insight ou negócio em menos de um minuto ou 30 segundos, que é o tempo de uma conversa no elevador. A sua abordagem tem que ser tão boa e instigante quanto uma rápida conversa.

EMPREENDEDOR

É uma pessoa que cria um negócio e assume os potenciais riscos e os ganhos.

EMPREENDORISMO SOCIAL

Tipo de empreendimento que foca em um retorno transformador para a sociedade. Propõe soluções inovadoras para problemas sociais, mobilizando um grupo de pessoas com o mesmo objetivo.

EXIT

Ocorre quando um sócio, investidor ou empreendedor entrega a sua participação na empresa em troca de uma quantia de dinheiro, deixando a sociedade.

 

F (voltar ao topo)

FACTORING

Atividade de uma instituição financeira especializada na compra de créditos que diversas empresas detêm sobre os clientes e respetiva cobrança, assumindo o risco de incumprimento pelos devedores.

FRANCHISING

Franquia, em português, é uma estratégia de expansão que passa pela venda do direito de usar a marca ao franchisado. Nesse direito estão incluídos o acesso a informação crítica do negócio, seu modelo de distribuição exclusiva e infraestrutura de marca com vista a aumentar o impacto do produto ou serviço.

FREEMIUM

É um modelo de negócio em que o produto ou serviço, tipicamente digital, é oferecido gratuitamente e a forma de monetização é feita por meio de aquisição de funcionalidade ou recursos adicionais, caracterizando usuários “premium”. Por isso a palavra faz referência a junção de outras duas palavras Free (que significa gratuidade) + Premium (que se refere a produtos de alta qualidade).

FUNDO DE MANEIO

Recursos financeiros utilizados para cobrir os custos do dia-a-dia da empresa e para garantir o equilíbrio entre o pagamento de despesas e o recebimento da receita de clientes.

 

G (voltar ao topo)

GROWTH CAPITAL

Investimento feito quando a empresa já atingiu um estágio mais maduro onde ela já ingressou no mercado e já possui uma reputação frente aos consumidores. Esse investimento serve para apoiar o crescimento das empresas que já ingressaram no mercado.

GROWTH HACKING

Trata-se do conjunto de práticas utilizadas por profissionais, normalmente de empresas digitais, que visam o crescimento acelerado de um empreendimento. A palavra ‘growth” significa crescimento e o termo famoso “hacker” se relaciona ao profissional que detêm de grande conhecimento na elaboração, programação e manutenção de sistemas. Especificamente, neste caso, domina mais a área de desenvolvimento e vendas de um produto ou serviço, fazendo com que a utilização pelo público seja feita de forma agradável, precisa, crescente e lucrativa. Ou seja, Growth Hacking visa o crescimento rápido e contínuo de uma startup.

 

H (voltar ao topo)

HURDLE RATE

É a taxa miníma de retorno ou atratividade que o investidor espera para que um empreendimento seja considerado viável. A expressão tem ligação com a ideia de superar obstáculos (hurdles) que devem ser ultrapassados pelo empreendedor. A ideia é que a taxa mínima de atratividade precisa superar o retorno efetivo. Suponhamos que a hurdle rate seja de 8%, um projeto calculado com um retorno superior a 10% já pode ser pensado ou projetado.

 

I (voltar ao topo)

INCUBADORA DE START-UPS

Uma incubadora de start-ups é uma estrutura que ajuda ao desenvolvimento das mesmas. Cedem espaços de escritório para as empresa, a preços baixos, e ajudam-nas a contactar com investidores e clientes. Facilitam também o contacto com mentores. Em geral essas incubadoras estão filiadas a Universidades. Como explica a Portugal Ventures, “é uma analogia com os nascimentos de bebés: os que nascem frágeis ficam dentro da incubadora até terem condições para seguir a vida fora delas”. A oportunidade de residir dentro das incubadoras (ou aceleradores de empresa) é limitada no tempo. Mas, qual a diferença entre incubadora e aceleradora? As duas são organizações que visam ajudar empreendedores a criar e desenvolver um negócio. Porém, a principal diferença entre os dois é o modelo de negócio. Enquanto a aceleradora é privada e tem fins lucrativos, a incubadora é mantida por instituições públicas e não visa o lucro. O tempo de permanência numa incubadora pode variar entre 12 e 24 meses, normalmente.

INOVAÇÃO

É a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas.

INTRA-EMPREENDORISMO

O “empreendedorismo corporativo” é uma abordagem empreendedora para a resolução de problemas dentro da empresa, com o objetivo de aumentar a motivação das pessoas e favorecer o alcance de resultados positivos, concretos e mensuráveis na produtividade e na inovação.

INVESTIGAÇÃO & DESENVOLVIMENTO (I&D)

Por Investigação e Desenvolvimento (I&D) entende-se o trabalho criativo desenvolvido de forma sistemática tendo em vista aumentar a base de conhecimento, incluindo o conhecimento sobre a humanidade, cultura e sociedade, bem como o uso desse conhecimento para criar novas aplicações.

IPO

É quando uma empresa abre seu capital e ingressa na bolsa de valores. O Initial Public Offering (Oferta Pública Inicial, em inglês), ou IPO de uma empresa é sempre um passo importante. Basicamente, a empresa distribui ações em uma bolsa de valores, permitindo aos acionistas adquirir partes consideráveis da empresa. Portanto, ela deixa de pertencer a apenda um único dono (ou grupo) e passa a ter acionistas.

 

K (voltar ao topo)

KPI (KEY PERFOMANCE INDICATORS)

Em português, significa Indicadores-Chave de Desempenho. Os indicadores importantes dependem um pouco da fase em que a start-up está e também da indústria em que se inserem e do modelo de negócio. Por exemplo, numa start-up que esteja numa fase mais avançada, um dado a que os investidores podem estar atentos são as receitas e os lucros.

 

L (voltar ao topo)

LEAN STARTUP

A palavra lean significa “enxuto” e quando se refere a uma startup está relacionada à estratégia ou método de procurar, identificar e eliminar os desperdícios (tanto relacionados aos processos, validação do negócio e execução) a fim de que se chegue a um “modelo lean”, ou seja, enxuto que reduza ou elimine gastos desnecessários. O empreendedor Eric Reis ficou famoso ao lançar o livro “Lean Startup” que explica em detalhes uma metodologia que ensina a otimizar os resultados e pode ser aplicada nas empresas.

LIQUIDEZ

Possibilidade de converter rapidamente um ativo da empresa em moeda corrente (meios líquidos) sem que haja uma perda significativa no valor. Por exemplo, o dinheiro em caixa de uma empresa é um ativo líquido.

LOVE CAPITAL OU LOVE MONEY

É o investimento financeiro feito por familiares, amigos e etc. Quem investe ou cede o dinheiro, normalmente, costuma fazer uma análise subjetiva – levando em conta sentimentos – e não uma avaliação racional e objetiva.

 

M (voltar ao topo)

MAIS-VALIA

Diferença positiva entre o preço de venda de um ativo e o seu preço de compra ou produção. Quando essa diferença é negativa, designa-se por menos-valia

MASH UP

Este termo surgiu na área musical para se referir a mistura de diferentes estilos. Nos negócios, mash up significa combinar dois ou mais serviços ou produtos distintos para criar um novo.

MEETUP

É um encontro informal em que os empreendedores têm a chance de falar sobre a sua ideia. Geralmente, as pessoas conversam de pé, para facilitar a circulação e o networking.

MENTORES

Mentores são pessoas com experiência no mundo empresarial e que estão disponíveis para ajudar os empreendedores que estão a começar. Podem dar conselhos e ajudar os empreendedores com questões práticas do dia-a-dia do negócio, bem como com questões relacionadas com o  sector em que operam.

MVP (MINIMUM VIABLE PRODUCT)

É basicamente um produto que é lançado no mercado em uma versão alfa ou beta. Ao invés de serem lançados no estágio final, são colocados à disposição do público, por meio de testes em muitos casos, a fim de obter feedbacks e analisar a aceitação dos consumidores antes de se chegar ao produto final. Esse processo ajuda na validação do negócio.

 

N (voltar ao topo)

NDA (NON-DISCLOSURE AGREEMENT)

É um acordo de confidencialidade. São contratos que as startups fazem para seus credores/parceiros aceitarem o sigilo da negociação/ideia que está sendo desenvolvida.

NETWORKING

Ter ou estabelecer uma rede de contactos. É uma boa forma de aumentar a qualidade dos relacionamentos, para benefício mútuo no meio profissional. O objetivo de qualquer empreendedor é aumentar a sua rede para dar a conhecer o seu projeto.

NICHO DE MERCADO

Pequeno segmento de mercado constituído por um conjunto de consumidores com um perfil homogéneo e perfeitamente identificável.

 

O (voltar ao topo)

OPEN INNOVATION

Inovação aberta, ou em inglês, open innovation, é um termo utilizado para as indústrias e organizações que promovem ideias, pensamentos, processos e pesquisas abertos, com o objectivo de melhorar o desenvolvimento dos seus produtos, providenciar melhores serviços para os seus clientes, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado. O seu criador, Henry Chesbrough, afirma que inovação aberta é um paradigma que assume que as organizações podem e devem usar ideias internas e externas, assim como caminhos internos e externos para o mercado.

OUTSOURCING

É a terceirização de um trabalho. Em geral os motivos para essa terceirização são: economia de custos e confiar a tarefa para pessoas mais especializadas, permitindo uma flexibilidade para determinadas demandas que são pontuais.

 

P (voltar ao topo)

PITCH (ELEVATOR PITCH)

Apresentação rápida e breve (cerca de 5 minutos) que apresenta o negócio, produto ou ideia para investidores com o intuito de convencê-los a investir no negócio. O objectivo de um pitch passa por captar o interesse de fundos de capital de risco, grandes empresas ou mesmo clientes para que possam, eventualmente, vir a desenvolver uma relação futura. Dado que estas apresentações são na maioria dos casos breves, a primeira impressão conta. Por isso, um discurso claro e conciso é muito importante.

PIVOTAR (OU PIVOT)

Significa redirecionar o modelo de negócios da empresa em busca de saídas mais lucrativas, mas mantendo a base para não perder a posição já conquistada.

PRIVATE EQUITY

É um modelo de investimento de grande escala realizado por fundos visando empresas que não têm ações em Bolsas de Valores. Semelhante ao venture capital, mas com maiores dimensões, o Private Equity normalmente é reconhecido como uma etapa posterior ao venture capital.

PROGRAMA SEMENTE

O  Programa Semente é uma das medidas do StartUp Portugal e visa dar benefícios fiscais mais favoráveis aos chamados três F – "family, friends and fools". A proposta de Orçamento do Estado para 2017 refere que os sujeitos passivos de IRS "que efectuem investimentos elegíveis no âmbito do Programa Semente, fora do contexto de actividades geradoras de rendimentos empresariais e profissionais, podem deduzir à colecta do IRS, até ao limite de 40% desta, um montante correspondente a 25% do montante dos investimentos elegíveis efectuados em cada ano". O montante anual dos investimentos elegíveis, para efeitos de dedução, não podem ser superiores a 100 mil euros. A proposta de OE avança que são considerados investimentos elegíveis "as entradas de dinheiro efectivamente pagas" desde que sejam feitas a micro ou pequenas empresas que não tenham mais de cinco anos, e que seja num montante superior a 10 mil euros por sociedade.

 

R (voltar ao topo)

RATING

Classificação de uma empresa ou instituição de acordo com o seu nível de risco. A avaliação pode incidir genericamente sobre a empresa/instituição, tendo em conta a sua situação económico-financeira e perspetivas de lucros, ou, especificamente, sobre o seu risco de crédito, considerando a capacidade de cumprimento do serviço das dívidas.

RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO (ROI)

É o dinheiro que um investidor recebe de volta como percentagem do valor investido. Para isso, divide-se o resultado pelo total do investimento e obtém-se a rendibilidade.

ROUND (SÉRIE)

São as rondas de investimento ao longo da vida de uma ‘start-up’. Após a fase ‘seed’, as empresas seguem para as rondas A, B e C, e assim por diante. Um IPO (Oferta Pública Inicial - entrada em bolsa) poderá também ser considerado como uma ronda, já que também corresponde a um levantamento de capital.

 

S (voltar ao topo)

SAAS - Área de especialização em ‘software’, incluindo as tecnologias de informação.

SAÍDA

É quando um sócio, investidor ou empreendedor entrega seu percentual da empresa em troca de uma quantia de dinheiro e deixa a sociedade. Essa é a meta de quase todos que colocam dinheiro em negócios em fase inicial.

SEED CAPITAL (CAPITAL SEMENTE)

É o investimento que é feito nos primórdios da criação de uma empresa. Os valores investidos são menores e o risco nesse estágio tende a ser bem maior. Ocorre antes de chegar à fase de ‘early stage’. Muitas vezes este dinheiro vem dos chamados três F – "family, friends and fools" –  em português mais conhecidos por "família, amigos e tolos".

SEED STAGE

Trata-se da fase anterior ao arranque formal de uma empresa e onde se concebe e desenvolve um conceito inicial de produto ou serviço.

SÉRIE A

Série A é uma ronda de financiamento que as start-ups angariam. Um investimento de série A é um financiamento captado junto de uma ou várias capitais de risco. Geralmente, está entre os três e os cinco milhões de dólares e ocorre numa fase em que a start-up já ultrapassou a "early stage" (fase inicial). Não há apenas rondas de financiamento de série A, mas também: B, C, D etc. A lógica é a mesma. O que é diferente são os montantes, que são mais elevados a cada série.

SÉRIE B

Quando a empresa está perto de atingir rentabilidade, mas precisa de capital para satisfazer necessidades de recrutamento ou desenvolvimento;

SÉRIE C E D+

Conhecidas como rondas de ‘late stage’ já que acontecem geralmente quando a empresa já tem o modelo de negócio bem desenvolvido, gera receitas significativas e tem como objetivo a expansão em grande escala.

SHAREHOLDER

É como se denomina alguém que possua ações da sua empresa.

SÓCIO-CAPITALISTA

Diferente do investidor, o sócio-capitalista não gosta de correr riscos altos. Por isso, ele investe em modelos mais tradicionais e se envolve na gestão da empresa.

SPIN-OFF

É a formação de um novo negócio com base em inovações ou produtos criados por uma empresa-mãe. Normalmente, os primeiros funcionários de uma spin-off atuaram na empresa-mãe durante o desenvolvimento do projeto.

STAGE

A fase de desenvolvimento em que se está uma empresa. Normalmente, classificam-se como ‘early stage’ (fase inicial), ‘mid-stage’ (fase média) e ‘late stage’ (fase avançada).

STAKEHOLDERS

Stakeholders são todos os “interessados” no negócio, sejam eles sócios da empresa, acionistas, funcionários, clientes ou comunidade em geral e seus segmentos.

STARTUPS

É a empresa em fase inicial que visa o ingresso/crescimento no mercado e é composta “por um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”. Tem por base uma ideia inovadora e distingue-se nomeadamente de uma pequena empresa por registar um crescimento acentuado nos primeiros anos de vida. Grande parte das vezes não se financia na banca tradicional. A maioria das start-ups nacionais, bem como no resto da Europa e nos EUA, têm uma base tecnológica.

STARTUP PORTUGAL

O StartUp Portugal é a estratégia nacional para o empreendedorismo. Lançado em Março de 2016, esta estratégia é composta por 15 medidas que se dividem em três grandes áreas: ecossistema; financiamento e internacionalização.

 

T (voltar ao topo)

TERM SHEET

Documento que contém termos combinados entre os investidores e os empreendedores, geralmente feito antes do investimento.

TICKET

Ticket é o montante ao qual ascende o financiamento.

 

U (voltar ao topo)

UNICÓRNIOS

Quando falamos de unicórnios no mundo empresarial não estamos nos referindo ao animal fictício que possui aparência de cavalo. Neste caso, os “negócios unicórnio” são aqueles que possuem um rápido crescimento destacando-se em pouco tempo. Empresas como Uber, Netflix, entre outras podem ser consideradas “unicórnios”. Têm uma avaliação de, ou superior, a mil milhões de dólares.

 

V (voltar ao topo)

VALOR DE MERCADO

Valor de uma empresa, determinado na maioria das vezes por investidores, independentemente de ela estar em funcionamento ou não

VC (VENTURE CAPITAL)

Um VC é um fundo ou uma sociedade de capital de risco. A maioria das start-ups, mais cedo ou mais tarde, vai tentar obter financiamento através destes fundos. Estas organizações, por norma, financiam start-ups em troca de uma percentagem da empresa. Além disso, podem também ter uma palavra a dizer na administração da firma. A banca tradicional, na maioria dos casos, não financia start-ups. Embora muitas destas empresas tipicamente registem crescimentos elevados, o risco associado a estas empresas é muito grande – daí que estas instituições sejam um veículo especializado no financiamento destas empresas. Há muitos fundos de capital de risco ao nível mundial e, geralmente, têm uma especialização: investem apenas em determinados sectores ou, por exemplo, apenas em empresas que estejam em determinadas fases de desenvolvimento. Com o dinheiro, as startups estruturam suas operações sem depender de fluxo de caixa, que geralmente é inexistente ou baixo nessa fase.